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Idosos e medicamentos: o difícil equilíbrio entre riscos e benefícios

A discussão a respeito do assunto é realizada pela Sociedade Americana de Geriatria

Segundo Mariza Tavares, em uma reunião promovida pela Sociedade Americana de Geriatria este ano via online, foram mostrados trabalhos a respeito da relação entre idosos e medicamentos.

Considerando que na 3ª idade a necessidade do uso de remédios é maior quando são comparadas outras faixas etárias, o risco envolvido no consumo desse tipo de produto é constante. Por essa razão, a discussão acerca do consumo seguro tornou-se a principal preocupação do evento.

Já existe uma lista de medicamentos considerados arriscados e que devem ser evitados, sendo conhecida como Lista de Beers. Entre alguns exemplos, estão:

  • benzodiazepínicos;
  • antipsicóticos;
  • antidepressivos;
  • anti-hipertensivos;
  • para redução do açúcar no sangue.

Alguns estudos como o de Zachary Marcum, professor de farmácia da University of Washington, analisou a relação entre remédios para hipertensão e menores riscos de demência. Seu trabalho mostrou que o hormônio angiotensina-II, aliados aos receptores do organismo, resultariam nesse efeito.

Essa conclusão embasou-se nos diagnósticos de demência de mais de 1.900 pessoas entre 70 e 78 anos que faziam uso de anti-hipertensivos. Os pacientes que utilizavam o medicamento (5.6%) aumentaram a atividade do hormônio, enquanto o outro grupo (8.2%) diminuiu.

Com a análise dos pacientes que participaram do estudo (histórico médico e fatores de risco), foi notado que o uso de medicamentos que estimulavam a produção do hormônio contribuíram para a redução em 44% da demência. Assim, Zachary Marcum considerou que seria um importante passo para o tratamento de demência em idosos.

Outra especialista em saúde, Kristin Smith (doutora em farmácia), realizou o estudo de medicamentos em pessoas acima de 65 anos. O projeto, chamado de FAME (Falls Assessment of Medications in the Elderly), baseia-se em acompanhamento virtual de um grupo de médicos.

Esses profissionais indicam a redução de remédios específicos, que uma vez que são analisados pelo médico responsável, podem ou não ser retirados da rotina.  No teste realizado, em casos clínicos houve cerca de 93% de aceitação da remoção dos medicamentos pelos médicos responsáveis, enquanto nos tratamentos com psiquiatras, a recepção foi um pouco menor (70%).

Esse resultado mostrou que é possível reduzir o consumo de produtos medicamentosos em idosos, desde que haja uma análise médica e aprovação dos profissionais responsáveis. 

Outros estudos também foram realizados, como em relação ao consumo de estatinas (que controlam o colesterol e previnem problemas cardiovasculares). Nesse caso, foi constatando que em pessoas acima de 75 anos não havia uma prevenção confirmada das doenças.

Alguns outros estudos também questionaram os tratamentos de diabetes em idosos com idade avançada, mostrando que em casos mais delicados, remédio para diabéticos prejudicam mais do que ajudam.

Qualquer prescrição de medicamentos para idosos deve ser analisada com cautela, uma vez que para cada caso podem surgir efeitos adversos. Muitas vezes, remédios podem mais prejudicar do que trazer benefícios, o que impacta diretamente no quadro de saúde do paciente. Por isso, sempre é preciso ter uma equipe especializada que faça o acompanhamento do idoso, o que aumentará as chances das receitas serem realmente benéficas.

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Idosos e medicamentos: o difícil equilíbrio entre riscos e benefícios
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Idosos e medicamentos: o difícil equilíbrio entre riscos e benefícios
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É possível reduzir o consumo de produtos medicamentosos em idosos, desde que haja uma análise médica e aprovação dos profissionais responsáveis.